sexta-feira, 22 de maio de 2026

Dia dos Voluntários Telefônica Vivo mobiliza mais de 11 mil colaboradores e impacta cerca de 46 mil pessoas em 37 cidades brasileiras

 No Maranhão, as ações acontecem simultaneamente na Associação Frei Antônio Sinibaldi, em São Luís e, na Escola Municipal Maria das Neves Marques de Sousa, em Imperatriz, impactando mais de 1.600 pessoas.

Voluntários 2025

A Vivo, por meio da Fundação Telefônica Vivo, realiza nesta sexta-feira (22), a 22ª edição de uma das maiores mobilizações de voluntariado corporativo do país, o Dia dos Voluntários Telefônica Vivo (DVT). Em 2026, a ação reúne 11,2 mil colaboradores em 52 instituições, distribuídas em 37 cidades brasileiras, incluindo iniciativas em São Luís e Imperatriz, no Maranhão, impactando mais de 600 pessoas, entre crianças, jovens e adultos atendidos, por meio do trabalho de mais de 90 colaboradores e parceiros da Vivo.


 


Entre as instituições participantes, 75% delas são voltadas para educação, foco da atuação da Fundação no país. A programação inclui iniciativas voltadas a melhoria dos espaços de aprendizagem – com criação e/ou reforma de laboratórios de ciências, biologia, matemática, além de salas de acolhimento e multissensoriais voltadas ao acolhimento de alunos com TEA; inclusão digital – com a criação e/ou reforma de laboratórios de informática, espaços maker e estúdios de podcast; infraestrutura – com revitalização e reformas em geral, como pintura, horta, marcenaria e consertos; e ampliação de repertório – com realização de palestras e workshops sobre carreira, empregabilidade, inclusão digital, saúde e bem-estar.


 


Em São Luís, o DVT acontece, por mais um ano, na Associação Obras Sociais Frei Antônio Sinibaldi. Entre as ações, estão a revitalização da Sala Ambulatorial, Workshops sobre Carreira e Oportunidades, além da implantação do sistema de energia solar, que agora passará a atender a instituição, promovendo impacto positivo para o meio ambiente, redução de custos de manutenção com energia elétrica e atendimento qualificado para mais de 800 crianças e adolescentes atendidos no contraturno escolar.


 


Enquanto em Imperatriz, a instituição beneficiada é a Escola Municipal Maria das Neves Marques de Sousa, que atende 800 alunos das séries iniciais até adultos na Educação de Jovens e Adultos. Ao longo desta sexta-feira, 22, colaboradores da Vivo e a comunidade escolar decidiram investir na segurança do espaço com aquisição de equipamentos para monitoramento, além de equipamentos de som e microfones, além de valorizar e incentivar a cultura por meio da compra de instrumentos musicais para a tradicional banda de fanfarra da escola.


 


Ao todo, a iniciativa deve beneficiar cerca de 46 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos. Além dos colaboradores da Vivo, familiares também são incentivados a participar, fortalecendo o engajamento e ampliando o alcance das ações, que têm como objetivo promover transformação social, por meio da cidadania. As mudanças promovidas em espaços de aprendizagem ampliam as condições para que professores exerçam seu trabalho com mais qualidade e recursos, ao mesmo tempo em que expandem as perspectivas de futuro para crianças, jovens e comunidades atendidas. Pelo terceiro ano consecutivo, o DVT ainda incorpora ações voltadas à sustentabilidade, com a coleta de resíduos eletrônicos. Para isso, jovens de 33 escolas públicas foram mobilizados para arrecadar itens como celulares, cabos, fones de ouvido, teclados e monitores. A coleta acontece em formato de gincana e, ao final, a sala de aula que reunir o maior volume de resíduos em cada uma das escolas será premiada.


 


“O Dia dos Voluntários Telefônica Vivo traduz, na prática, o nosso propósito de usar a tecnologia e a colaboração como ferramentas de transformação social. Os colaboradores da companhia colocam esse compromisso em ação ao contribuir para o fortalecimento da educação pública e para a ampliação de oportunidades em diferentes regiões do país”, afirma Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Mais do que uma mobilização pontual, essa iniciativa reforça o poder do engajamento coletivo e mostra como cada ação, seja ela grande ou pequena, pode gerar impactos duradouros na vida das pessoas e nas instituições onde atuamos”, completa.


 


O Programa de Voluntariado da Fundação Telefônica é reconhecido como uma das principais iniciativas globais de voluntariado empresarial, coordenado pela Fundação Telefónica, com sede em Madri. A proposta incentiva pessoas ligadas ao Grupo Telefónica a dedicarem tempo, habilidades e recursos em prol da comunidade, especialmente de públicos em situação de vulnerabilidade. No Brasil, o programa se destaca pelo modelo de governança e parcerias. Nas escolas públicas, a atuação é realizada por meio das Associações de Pais e Mestres (APMs), estratégia essencial para o sucesso das iniciativas, que impulsiona o engajamento da comunidade escolar e amplia a autonomia das escolas na execução das atividades. Além disso, o programa é baseado em comitês de voluntariado, que lideram a escolha das instituições, o planejamento das ações e a mobilização dos participantes. Em 2026, foram formados 50 comitês, reunindo mais de 400 voluntários, com suporte contínuo da Fundação ao longo de todo o ano.


 

domingo, 21 de dezembro de 2025

DONA LUZIA: MULHER QUE ALIMENTOU FUTUROS

 

Já escrevi e publiquei no meu blog um texto sobre meu primeiro dia de aula. Lá contei como foi minha chegada à sala e confessei que o que eu mais adorava era o fato de a cantina ficar logo atrás da classe e de nós, do pré-escolar, termos prioridade no atendimento. Naquele primeiro dia, deparei-me com o carinhoso sorriso de uma mulher que sempre foi uma figura muito presente na minha vida e que, ainda hoje, no alto dos seus oitenta e tantos anos, segue sendo um exemplo de luta e resiliência para mim e para tanta gente que conhece sua história.

Chamada popularmente de Dona Luzia do Bebé, foi ela quem me serviu um copo de mingau de flocos de milho — e ainda deixou que eu repetisse. Naquele dia, ela alimentou meu corpo; mas, à medida que fui crescendo, passei a enxergar nela um exemplo de alimento moral, capaz de inspirar todos ao seu redor e as gerações seguintes como um verdadeiro modelo de ser humano.

Grupo ligado a igreja católica de Santa Teresa do Paruá
 (no detalhe Dona Luzia).

Não sei de onde ela veio para morar em Santa Teresa do Paruá. Contudo, sua história de vida é muito mais longa e profunda, repleta de ações, resultados e significados, especialmente a partir de sua fixação resistente naquela comunidade que, à época, era um verdadeiro caderno em branco para inúmeras e importantes histórias das quais ela foi protagonista.

Além de servir a merenda escolar às crianças, Dona Luzia era também uma das mulheres que preparavam e cozinhavam os alimentos. Atuava ao lado de outras mulheres igualmente incríveis. Na escola, era comum vê-la varrendo o pátio, limpando o terreiro da frente, organizando as salas e preparando o café dos professores. Sua presença era constante e, sobretudo, suas opiniões eram respeitadas, tanto nas reuniões internas quanto nos encontros de pais e mestres. Tinha sensibilidade para compreender as necessidades dos pais e dos filhos — afinal, era mãe de alunos — e conhecimento das possibilidades reais da escola. Mais do que funcionária, foi uma das mães — hoje avós e bisavós — que, mesmo sem condições materiais, ajudaram a erguer do zero um colégio comunitário, movidas pelo sonho de oferecer aos filhos um futuro diferente da realidade que viviam.

Sua importância, porém, não se encerra aí. Católica fervorosa, sempre demonstrou uma fé indiscutivelmente vigorosa. Foi presença constante nas atividades da comunidade católica. Não sei como é hoje, já que resido há trinta anos fora da cidade, mas enquanto lá vivi e a visitei, era fácil encontrá-la nas reuniões da Paróquia e da Diocese, nas rezas, novenas, missas e procissões. Atuava de forma dedicada na Pastoral da Criança, na Pastoral da Terra e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Por diversas vezes, nossos dias em Santa Teresa amanheceram e anoiteceram ao som de sua voz — ao lado da querida Dona Jaulina — levando a palavra de Deus e importantes informes por meio do autofalante da cidade, conhecido como “Voz da Comunidade Católica de Santa Teresa do Paruá”. Também foi relevante sua atuação na construção do Centro Comunitário e, posteriormente, da própria igreja católica.

Pessoas no Centro Comunitário onde aconteciam 
o curso supletivo de Magistério.

Ao mencionar sua participação no Colégio Santa Teresa e sua ligação com a igreja, é impossível não falar de sua dedicação ao Supletivo oferecido pelos Irmãos La Salle durante as férias das escolas regulares. Esse supletivo de Magistério foi uma alternativa criada para auxiliar alunos que concluíam a então 8ª Série do 1º Grau e não tinham condições de seguir os estudos fora da cidade. Tudo acontecia no Centro Comunitário, onde os participantes ficavam alojados, assistiam às aulas e realizavam todas as refeições. E ali, mais uma vez, Dona Luzia teve atuação singular, colaborando na limpeza, na cozinha e em tudo o que fosse necessário.

Se tivesse atuado com excelência em apenas um desses campos, já seria motivo de grande mérito. Mas Dona Luzia nunca foi de se esquivar ou esconder as mãos diante de quem precisava, sobretudo quando a necessidade era coletiva. A coletividade sempre foi seu maior compromisso. Antes mesmo de tudo isso, outra instituição teve papel fundamental no cotidiano da cidade e contou com seu dinamismo incansável: a Associação de Moradores. Dona Luzia foi agente militante dessa associação e chegou a ser Presidenta do Clube de Mães, cujas atividades transformaram a rotina e a vida de muitas mulheres e famílias. Eram cursos de bordado, culinária e corte e costura. Minha irmã Rogenita, que costura há mais de trinta anos, aprendeu esse ofício no curso oferecido pelo Clube de Mães de Santa Teresa do Paruá.

Dona Luzia com as Professoras Angelita Olívio, Eliane Rego e Sandra Olivia ao lado de uma aluno do Colégio Santa Teresa.

Essa mesma instituição construiu um prédio destinado a uma maternidade — sonho que, infelizmente, nunca foi concretizado por falta de iniciativa dos gestores públicos. Hoje, não sei em que situação se encontra essa construção. O fato é que o que já foi o maior exemplo de educação da região, o Colégio Santa Teresa, já não existe, e o terreno deixou de ser propriedade da comunidade. Enquanto isso, “motos e fuscas avançam os sinais vermelhos e perdem os verdes”, e a essência de nossa história vai ficando para trás. Como disse Bob Marley: “Um povo sem conhecimento — e sem respeito — de seu passado histórico, origem e cultura é como uma árvore sem raízes”.

Sem medo de errar, posso afirmar que não há, em Santa Teresa do Paruá, uma família que não tenha recebido alguma contribuição direta ou indireta do trabalho de Dona Luzia do Bebé. Antes mesmo de termos como sororidade, inclusão social e tolerância religiosa entrarem no vocabulário brasileiro, Dona Luzia já exercia e incentivava essas práticas. Mulher sincera, corajosa e de opiniões firmes, possuía elevado senso de justiça e buscava contribuir para o desenvolvimento das pessoas que mais precisavam. Seu trabalho sempre esteve voltado à educação, à emancipação feminina, à elevação da fé — independentemente da religião —, ao bem comum, à justiça e ao interesse coletivo.

Dona Luzia (de verde) ao lado do esposo Sr. Raimundo
 (conhecido como Seu Bebé) ladeadoa pelos filhos e filhas.

Quis encerrar o ano falando sobre a força da luta, da resistência e da resiliência das mulheres que sempre pensaram no coletivo antes de pensar em si mesmas. Por isso, decidi falar de Dona Luzia, que segue firme e admiravelmente atuante. Falar sobre ela é aplaudir a independência feminina e reconhecer que a mulher não pode, nem merece, ter sua vida direcionada ou determinada por quem não seja ela mesma, ou sem seu consentimento. Reconhecer o trabalho de Dona Luzia é respeitar uma história de luta que possibilitou a nós — filhos, netos e bisnetos de Santa Teresa do Paruá — o acesso à educação de qualidade e, muitas vezes, a possibilidade de escolha sobre nosso presente e futuro. Se hoje, as gerações criadas a partir dos anos 1970 têm opções de vida para além da roça — que durante muito tempo foi, para a maioria, a única forma de sobrevivência, marcada pelo analfabetismo —, isso se deve, em grande parte, ao trabalho de mulheres e mães como Dona Luzia do Bebé.

Por tudo isso — pela amizade, pelo carinho e por eu ser testemunha de sua genuína vontade de conquistar melhorias para a coletividade —, tenho mais do que respeito por sua idade: reconheço sua história de vida e agradeço por suas lutas, que hoje se refletem em nossas conquistas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

CATÁLOGO DE AQUISIÇÃO DE OBRAS

Aqui estão as informações das fotografias de Rivanio Almeida Santos (Rivas) em cartaz na exposição "São Luís: Uma cidade de patrimônio tombado". 

São todas obras captadas com dispositivo mobile e impressas diretamente em placas de Poliestireno, evidenciando a relação contemporânea entre tecnologia, acessibilidade e preservação visual do patrimônio. 

O olhar do artista, o momento da captura e a técnica utilizada para o resultado final resultou em um visual moderno e durável, perfeito para decorar ambientes ou presentear.

Sobre a exposição:


FOTOGRAFIAS GRANDES
Fotografia Mobile (Samsung Galaxy S24 Ultra)
Impressão direta em placa de Poliestireno – Acabamento fosco
Formatos 120 x 80cm | 80 X 120cm
Edição limitada | Assinada pelo artista
Valor: R$ 260

G001

G002 - Reservado (Terezinha)

G003

G004 - VENDIDO (Ítalo e Marcos)

FOTOGRAFIAS MÉDIAS 
Fotografia Mobile (Samsung Galaxy S24 Ultra)
Impressão direta em placa de Poliestireno – Acabamento fosco
Formatos 60 x 80cm | 80 X 60cm
Edição limitada | Assinada pelo artista
Valor: R$ 210

M001 - Reservado (RGNer)

M002

M003 -

M004

M005

M006 - Reservado (RGNer)


FOTOGRAFIAS PEQUENAS
Fotografia Mobile (Samsung Galaxy S24 Ultra)
Impressão direta em placa de Poliestireno – Acabamento fosco
Formatos 40 x 60cm | 60 X 40cm
Edição limitada | Assinada pelo artista
Valor: R$ 170

P001

P002

P003 - Reservado (Gilney)

P004

P005 - Reservado Gilney

P006 - Reservado (Rogenita)

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P008

P009 Reservado (Terezinha)

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P023 - Reservado (Rogenita)

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P030 Reservado (Terezinha)

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P035 - RESERVADO - JOYCE

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P039

P040



Para adquirir qualquer obra,  favor entrar em contato pelo WhatsApp 98.99122-0318 (Rivas).